Retratos obscuros virados do avesso pela pandemia
17.06.20 | Beatriz Morais




Em situação de confinamento, o fotógrafo Bruno Alencastro, oriundo do Rio de Janeiro, Brasil, resolveu convidar vários amigos da sua profissão, para retratar a forma como as pessoas vivem o confinamento e como o conseguem passar. Todavia, enfatiza o conceito de camera obscura.
Segundo o IPF – Instituto Português de Fotografia, camera obscura significa uma caixa pequena portátil fechada ou até mesmo um quarto, onde há uma entrada de luz signficativa. Posto isto, é possível que no seu espaço interior se formem “coisas” ou imagens do exterior.
Desta forma, este fotógrafo pegou neste conceito e tentou dar-lhe uma nova realidade – a imagem está invertida, todas as posições: norte, sul, este e oeste também estão voltadas ao contrário. Tudo o que está presente e refletido no interior, é de um verdadeiro exterior, onde o mundo não se conhece, é estranho, à presente crise pandémica, que surgiu repentinamente.
Em época de quarentena, Bruno Alencastro, não conseguia replicar estas fotografias em outros locais, por isso, pediu a outros fotógrafos que transformassem as suas próprias imagens de forma a mostrarem as experências deles durante o confinamento.
O objetivo principal destes retratos, intitulados de obs-cu-ra, é simbolizar o mundo desconhecido – melhor dizendo, o Brasil – já que este está virado do avesso e estranho ao Covid-19.
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by morais
